SOBRE O PROJETO

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FICHA TÉCNICA

Título: Busca e Apreensão
Duração: 75 min
Formato: 2K / VHS / Super 8
Idioma: Português
Gênero: Docudrama
Argumento e Direção: Everlane Moraes
Produção: Luciana Brasil e Nah Donato
Roteiro: Clarissa Brandão e Luciana Oliveira
Direção de Fotografia: Moema Pascoini
Locações: Cachoeira (Bahia), Muritiba (Bahia), São
Félix (Bahia) e Aracaju (Sergipe)
Produtora: Pattaki Audiovisual

LOGLINE

Uma cineasta solicita a reabertura do processo judicial de regulamentação de guarda, ao qual foi submetida durante a infância com o intuito de compreender a sua própria história.

SINOPSE CURTA

Através da reabertura do processo judicial de regulamentação de guarda, do qual foi vítima na infância, a cineasta Everlane Moraes nos conduz para o meio de uma disputa familiar ocorrida no início da década de 90.

O filme Busca e Apreensão recria um tribunal, utilizando os testemunhos dos familiares envolvidos, fotos pessoais e documentos oficiais, para reconstituir – com um tom de humor e de uma maneira visualmente impactante – as memórias de infância e juventude da diretora. O resultado dessa ação é a exposição das suas reflexões sobre a justiça, além de um encontro inédito entre seus pais biológicos e a absolvição simbólica de todos os acusados.

SINOPSE LONGA

O filme Busca e Apreensão é um docudrama de 75 minutos, que mostra o percurso da cineasta cachoeirana Everlane Moraes em busca de esclarecimentos sobre a sua própria história.

A diretora decide reabrir – simbolicamente – o processo de busca e apreensão do qual foi vítima na infância, como forma de compreender o processo de disputa judicial por sua guarda, ocorrida no início da década de 1990.

Através da criação de um tribunal, com depoimentos de seus pais biológicos e de seus familiares, além do uso de arquivos pessoais e documentos oficiais, ela reconstitui – com um tom de humor e de uma maneira visualmente impactante – as suas memórias da infância da juventude.

O resultado dessa ação é a exposição das suas reflexões sobre a justiça, além de um encontro inédito entre seus pais biológicos e da final absolvição simbólica de todos os acusados.

Esse filme, sobre dramas familiares, destina-se a todas as famílias, mas principalmente às negras, que em sua grande maioria, não têm acesso e domínio sobre as ferramentas jurídicas, tornando-se – muitas vezes – vítimas do sistema judicial. Nele, qualquer semelhança com a realidade não é mera coincidência.

PÚBLICO-ALVO

A classificação indicativa (Classind) deste filme é de 14 anos. Busca e Apreensão é um filme que investiga a história do processo de regulamentação de guarda, ao qual a cineasta Everlane Moraes foi submetida quando criança. A obra aborda um tema sensível e atual, que toca os direitos humanos a partir de um contexto jurídico, e se destina especialmente a famílias que passaram por casos judiciais de busca e apreensão de “bens humanos”. A reflexão se aplica a todas as classes sociais, mas com ênfase nas comunidades periféricas ou mais afastadas dos grandes centros urbanos, onde o acesso às defensorias públicas é limitado ou mesmo inexistente.

Busca e Apreensão é também uma obra com grande relevância para profissionais das áreas jurídicas (advogados, promotores, assistentes sociais, juízes e desembargadores, etc.), estudantes e professores do campo da psicologia e – claro – do cinema. Além do potencial para uso didático, a obra pode vir a ser distribuída em diversas plataformas, como as das redes públicas e privadas de TV, além de canais especializados em conteúdo sociocultural.

Com uma narrativa que mescla documentário e ficção, o filme certamente terá uma vida pulsante dentro dos circuitos oficiais de festivais de cinema, devido à sua linguagem auto referencial e à abordagem inovadora sobre os procedimentos penais.

CARTA DE MOTIVAÇÃO

Optei por contar um relato autobiográfico, porque acredito que esse filme existe como um lugar de “memórias”, em que sou a narradora e personagem e onde o meu corpo funciona como um mecanismo disparador da história. A partir dele e do seu contato com os outros personagens é que surge o filme.

Tenho vagas lembranças da minha primeira infância. Nasci em uma cidade chamada Cachoeira, no sul da Bahia, precisamente no dia 21 de novembro de 1987, em uma pequena casa situada entre o cemitério dos escravos e o terreiro de Dona Baratinha, no alto da ladeira do Rosarinho. O bairro em que cresci possui poéticas particulares, materializadas em suas ruas e prédios coloniais e também na alma das pessoas que ali residem. Esse é o cenário que ilustra o encontro entre os meus pais.

Durante a minha vida, tive longas conversas com o meu pai e, através delas, percebi sua contraditória preocupação em me aproximar, aos poucos, daquela cidade e da minha história – das quais, paradoxalmente, ele próprio havia me afastado. Assim, comecei um estudo do caso judicial do qual fui personagem principal e vítima, expedido por ele há 34 anos, identificando as falhas processuais nos documentos e escutando dos meus familiares diferentes versões sobre a disputa judicial que fez com que, aos 5 anos de idade, eu fosse separada de minha mãe biológica.

Aos 25 anos, já adulta, encontrei a minha mãe biológica e adentrei em um processo pessoal de grande ressignificação da minha história de vida, que envolveu descobrir essa mulher e essa mãe, juntamente com tudo o que a rodeia e que consequentemente também me pertence.

Agora cabe a mim, como filha e diretora-personagem deste filme, a tarefa de compreender a minha própria história. Eu, a vítima, agora convertida em diretora, construirei simbolicamente uma corte e os membros da minha família serão ao mesmo tempo: réus, advogados e acusadores. O julgamento estará aberto para que cada espectador tenha a liberdade de flutuar entre os personagens, colocando-se no seu lugar. A intenção é trabalhar com um tema bastante delicado: a exposição da minha vida privada. Farei isso destacando o meu passado e o dos meus familiares mais próximos, usando minha experiência para entender os problemas enfrentados por famílias inteiras em diversos tipos de processos judiciais.

VISÃO DA DIRETORA

Em Busca e Apreensão, parto do íntimo para falar do coletivo. A minha própria história, marcada por uma disputa judicial de guarda na infância, serve como ponto de partida para refletir sobre a violência simbólica e o desamparo que tantas famílias negras enfrentam diante da justiça. O filme propõe um mergulho sensível na memória, transformando a dor em matéria poética e política, onde o pessoal se torna espelho de uma experiência histórica compartilhada.

Narrativamente, busco um equilíbrio entre o real e o simbólico — um docudrama em que as fronteiras entre documento e ficção se diluem. A reconstituição do “tribunal” é um gesto de invenção e reparação: um espaço onde memórias, documentos e depoimentos se confrontam para reescrever o passado. A narrativa não busca verdades lineares, mas sim abrir espaços de escuta, contradição e afeto, permitindo que o espectador também se torne juiz e testemunha.

Estilisticamente, o filme se apoia em uma linguagem híbrida, que combina arquivo pessoal, a ficção e ensaio visual. A câmera é próxima, íntima, mas também observadora — respeita o tempo do silêncio e a potência dos gestos. A fotografia explora a luz natural e as texturas do Recôncavo Baiano como extensão da memória; o som atua como fio condutor da emoção e da ausência. Busca e Apreensão é, antes de tudo, um ato de libertação: o cinema como meio de reconciliar o passado e devolver às imagens o poder de cura.

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA

A relação entre o passado e o presente da biografada e dos outros personagens centrais (pai e mães) será ilustrada a partir do vasto material de arquivo familiar e dos documentos judiciais da época, assim como dos relatos dos testemunhos mais próximos e familiares. Os depoentes ganharão vida a partir das entrevistas coletadas (que compõem o núcleo de áudio de todo o filme) e também pelas imagensficcionais que serão construídas tendo esses áudios como guia.

Para brincar com a ideia de passado, dentro do contexto ficcional do filme, serão utilizados dois dispositivos: filmagens em VHS e em super-8. Essas imagens terão como objetivo tanto recriar imagens de arquivos que já não existem, pois se perderam ao longo das décadas, como também realizar reconstituições fictícias das lembranças da infância da cineasta. Na reconstrução fictícia – que se baseia nas narrativas centrais – seguiremos uma atriz infantil pelas ruas da cidade de Cachoeira, acompanhando-a de maneira mais íntima, usando planos subjetivos para simular o seu olhar em relação à cidade e aos personagens que farão o papel da sua mãe biológica e do seu pai. Estes, por sua vez, não terão seus rostos revelados ou terão uma mínima distorção em seus rostos – para acentuar um olhar infantil e uma memória nublada. Nos momentos em que a câmera não for mais subjetiva, os rostos dos personagens voltarão a aparecer normalmente.

As cores também serão exploradas para ajudar na construção dessa narrativa. Dessa forma, a reconstrução fictícia das narrativas centrais ganharão uma tonalidade fria, em contraste com as imagens em cores mais quentes das entrevistas, ou seja, da parte documental.

Com a textura da câmera de vídeo VHS, como foi mencionado anteriormente, teremos imagens retiradas de arquivos, como fotos familiares e memórias da reconstituição da cineasta, buscando criar uma poética em torno dos personagens. Também estarão presentes no filme imagens que remetem a sonhos ou memórias fragmentadas da cineasta, filmadas em super-8.

A fotografia terá como marca central a utilização máxima da luz natural para capturar os depoimentos, para que haja o mínimo de equipamentos possíveis no momento das gravações, buscando evitar assim uma interferência negativa na concentração e na psique de cada personagem. Usaremos duas câmeras: a primeira fixa no entrevistado e a segunda captando planos detalhados deles e, talvez, em alguns momentos, a imagem da diretora (biografada e juíza no filme), deixando claro que o mais importante sejam as perguntas que serão feitas a eles.

Nas entrevistas, progressivamente nos aproximaremos dos testemunhos, começando com planos abertos – contextualizando seus lares – até o plano mais fechado possível – revelando ao máximo suas emoções no momento do relato. Essa progressão acompanhará o clímax do
documentário, que começa com os testemunhos mais racionais – posição típica de quem está sendo interrogado e acredita estar do lado da verdade – e, pouco a pouco, mais acometidos pela emoção, raiva, choro ou arrependimento, etc. – processo natural pelo qual o interrogado passa enquanto revive fortes lembranças.

A câmera será ligada até 10 minutos antes de começarmos cada entrevista – para captarmos o nervosismo na espera de cada personagem. Também deixaremos a câmera ligada após o testemunho, para captarmos os suspiros de alívio, os choros e as reações de cada depoente após o relato.

Nas reconstituições fictícias, serão utilizadas imagens-base para conduzir a narrativa como, por exemplo: 1) A chegada de José Everton à Cachoeira; 2) O encontro de José Everton (pai) e Tânia (mãe biológica); 3) O nascimento de Everlane; 4) As brigas entre os pais biológicos; 5) A saída de José Everton da casa de Tânia; 6) A disputa judicial; 7) A chegada de Everlane na casa da sua mãe adotiva; etc. Entrecortado entre essas cenas fictícias, estarão os depoimentos dos meus pais biológicos, e dos depoentes de defesa e acusação, que, progressivamente, entrarão de forma específica em cada fase da história. Antes de cada bloco narrativo, a juíza (diretora) lerá fragmentos dos autos judiciais na frente de cada depoente. Em off, ouviremos as reflexões da cineasta que, interrompendo o relato, narra fragmentos de suas memórias de infância ou faz alguma observação sobre o depoente que está relatando, seus gestos, expressões, etc. Para isso, a fotografia irá fazer um trabalho minucioso focado em garantir o maior número possível de imagens de cobertura (expressões e gestos de cada depoente).

Serão feitas imagens documentais na cidade das cidades retratadas, que servirão como complemento da ficção. Com isso, queremos contextualizar e dar um tom mais real às ficções. Os atores atuarão nos locais reais citados pelos depoentes, e a intenção é que interajam com a cidade e as pessoas da maneira mais natural possível.

Os arquivos entrarão no filme através da voz da juíza, da imagem dentro das ficções ou, ainda, de forma mais onírica, com letras ou imagens dos próprios arquivos estampando, por exemplo, os corpos dos depoentes.

ÁUDIO
E TRILHA SONORA

O som do filme será construído a partir dos ambientes que compõem a paisagem sonora cotidiana de cada depoente, com destaque para voz desses personagens no primeiro plano. A voz será evidenciada no filme, sobretudo na estratégia de interação entre o personagem e o material de arquivo – nos comentários e reflexões dos principais personagens (pais) e das demais testemunhas envolvidas na história, colocando ora suas imagens, ora suas vozes em off no filme. A captura da voz nas entrevistas é tão importante no filme quanto a captura das imagens de quem está sendo entrevistado, pois esse é um interesse estético nesta obra, na qual a oralidade (voz, relato) supera a importância da imagem ou do registro em movimento de alguém narrando. Dessa forma, destacaremos o sentido de equidade
e permitiremos que o entrevistado se sinta à vontade, sem ter que se preocupar com a câmera.

Serão realizadas muitas captura de áudio durante as gravações (nas entrevistas e atuações), bem como na etapa de pós-produção (como a narração de alguns escritos presentes nos documentos do tribunal). Também teremos sons subjetivos, como: o choro de uma criança nascendo, sons das brigas dos pais biológicos, o choro da mãe biológica ao perder a guarda da filha, sons do escritório onde ocorreram as audiências judiciais, a trilha sonora, etc.

Teremos também, como pano de fundo, a trilha sonora de grandes compositores e músicos nativos, como Matheus Aleluia (único fundador vivo do grupo musical Os Tincoãs), dona Dalva Damiana de Freitas (fundadora da Samba de Roda de Suerdieck e uma das 12 integrantes ainda vivas da mais antiga sociedade secreta de exescravizados do Brasil, fundada por mulheres em 1860 com o nome de Irmandade da Boa Morte). Também contaremos com a participação musical dos famosos compositores Edson Gomes, Sine Calmon e Irmão (in memoriam), sendo este último membro de minha família.

MONTAGEM

Os testemunhos serão organizados de maneira a conter uma narrativa linear e progressiva. As reconstituições ficcionais serão desenvolvidas em cima desses testemunhos, baseadas no que foi deposto, sofrendo uma influência direta delas (por exemplo: se houver diferentes declarações sobre um mesmo fato, a ficção reproduzirá esses diferentes contextos narrativos). A edição irá mesclar arquivos pessoais, documentos judiciais, atuação ficcional e imagens dos testemunhos em montagem paralela. Todas as imagens ilustrarão a linha de áudio, dando vida às vozes e sentido ao conteúdo. Será feito um roteiro de montagem após a coleta das entrevistas e obtenção dos arquivos, com o intuito de organizar o material conforme sua natureza: IMAGENS TESTEMUNHAS (entrevistas e imagens de cobertura em suas casas) | SONORAS TESTEMUNHAS (linha narrativa das entrevistas) | ARQUIVOS CASEIROS (fotos e vídeos) | DOCUMENTOS JUDICIAIS | IMAGENS SONHOS OU LEMBRANÇAS (fragmentos de imagens do passado da protagonista/ reconstituição com atores) | IMAGENS FICCIONAIS (reconstituição com atores) | IMAGENS DOCUMENTAIS (imagens das cidades, que complementam a parte ficcional), etc.

PERSONAGENS PRINCIPAIS

JOSÉ EVERTON SANTOS

Artista plástico sergipano, pai biológico da cineasta Everlane Moraes. Em 1984, época em que trabalhava como técnico de estradas e rodagens, viajou ao sul do estado da Bahia para compor a equipe que construiria, as barragens da ponte sobre o Rio Paraguaçu, entre as cidades vizinhas de Cachoeira e São Félix (BA), trabalho que tinha previsão de duração de 05 anos. Porém, ele resolveu permanecer na cidade por 16 anos, onde manteve em paralelo sua profissão de artista plástico e a relação extra conjugal com Tânia Luiza Moraes, mãe biológica da diretora.

Fundou, juntamente com outros artistas, a Associação dos Artistas de Cachoeira, colaborando com o turismo local. Nascido em Aracaju, cidade onde também reside, segue desenvolvendo as suas atividades como artista plástico. Possui temperamento tranquilo (embora isso seja colocado em questão na narrativa de Tãnia Soares) e adora conversar sobre os tempos em que viveu na cidade de Cachoeira, não tendo se arrependido de ter retirado a guarda da sua filha da sua ex-companheira. É admirador e incentivador da profissão da sua filha que, em 2014, dirigiu o filme Conflitos e Abismos, sobre a obra do pai. Atualmente ambos desenvolvem em conjunto um catálogo sobre a trajetória do artista.

TÂNIA LUIZA MORAES

É a mãe biológica da cineasta Everlane Moraes. Dona de casa, nasceu em Cachoeira, no sul da Bahia. Na época em que conheceu o pai de Everlane, ela era uma jovem humilde e sonhadora que vivia em uma cidade pequena e provinciana. Embora seja uma mulher religiosa, tem ideias bastante modernas e temperamento tranquilo. Ela relata que sofreu muito com a perda da guarda da sua filha, ao ponto de quase ser internada em centros psiquiátricos, no entanto a esperança no reencontro com a mesma a ajudou a enfrentar esse processo. Durante todos os anos em que esteve afastada da filha, conseguiu acessar o sistema jurídico apenas uma vez, através de um requerimento judicial solicitando o direito de visita.

Após essa primeira visita, somente em abril de 2013 a cineasta encontrou novamente a sua mãe.

GUIOMAR VALDELICE SANTOS (in memorian)

É a mãe adotiva de Everlane. Nordestina, nascida em Aracaju, capital do estado de Sergipe. Vinda de uma criação muito rígida, tinha 19 anos quando casou com José Everton. Deste vínculo, o casal teve três filhos, o que não a impediu de assumir toda a responsabilidade pelos cuidados de Everlane, quando o seu marido trouxe a criança – fruto de outro envolvimento amoroso – para casa. Além de criar Everlane com dedicação, ela também colaborou com José Everton para que ele conseguisse a sua guarda definitiva. Essa personagem terá sua memória revivida no filme. 

LUZIA MORAES (In memoriam)

Avó materna de Everlane. Tinha um famoso bordel na zona de prostituição da cidade de Cachoeira. Deu pleno apoio à relação da sua filha (Tânia) com José Everton, porém após o rompimento do casal, ficou do lado da filha. O seu trabalho foi decisivo, dentro do processo jurídico, para que sua filha perdesse a guarda de Everlane, pois o pai de Everlane alegou que a filha estava exposta ao ambiente do bordel . Essa personagem terá sua memória revivida no filme.

EVERLANE MORAES SANTOS

Cineasta, nascida em 21 de novembro de 1987 nasceu na cidade de Cachoeira onde viveu seus primeiros 5 anos de vida, em uma casa pequena, no alto da ladeira do Rosarinho. É graduada em cinema, com especialização em Direção de Documentário pela Escuela Internacional de Cine y TV (EICTV) e graduanda em Artes Visuais Licenciatura pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). Seus filmes apresentam uma estética autoral e híbrida. Nesse espaço de experimentação fílmica, mescla conceitos filosóficos e questões socioculturais da diáspora negra.

PERSONAGENS SECUNDÁRIOS

PROF. ADILSON GOMES DA SILVA padrinho de Everlane e historiador e coordenador da comissão para a Fundação da Academia de Letras de Cachoeira. No filme, ele atuará como testemunha da defesa de José Everton.

MARIA LÚCIA tia de Everlane, dona de casa, irmã de José Everton. No filme, ela atuará como testemunha de defesa de José Everton.

NEU tia de Everlane, enfermeira do Hospital de Urgência de Sergipe, irmã de José Evertoni, testemunha a defesa da mãe adotiva.

VILMA Tia de Everlane, irmã de Tânia, servidora pública da cidade de Muritiba, atuará como testemunha de defesa de Tânia.

SASÁ GOMES cozinheira, amiga de Guiomar, ajudará a reconstruir imagens da infância da cineasta;

LOUCO FILHO escultor cachoeirano que ajudou José Everton a esconder Everlane da sua mãe biológica, abrigando-a em seu ateliê.

MARCELINO babalorixá cachoeirano que servirá no filme como testemunha da defesa de minha mãe biológica e da acusação de meu pai.

Outros personagens podem surgir no decorrer do processo de pesquisa e produção.

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